Aplicativo SAI PRA LÁ

by - 12 novembro


Com tantos relatos de assédios sexuais e debates feminista na internet, surge um aplicativo chamado Sai pra lá. Catharina Dora uma jovem paulista de 17 anos criou esse aplicativo com a proposta de mapear casos de assédio sexual pelo país. Catharina diz que a ideia surgiu a quatro anos depois de ter sofrido assedio na rua. Ela abriu a mão da sua viagem de formatura para poder criar o aplicativo.

-Queremos definir as zonas em que há mais casos de assédio e dar luz a eles, pois nem sempre são divulgados. É preciso mostrar que ocorrem diariamente, com muita frequência. Acho que lancei o aplicativo no momento certo, em que ocorrem debates sobre a posição da mulher na sociedade. É muito importante discutir essas questões. E as tecnologias ajudam a combater o problema de uma forma diferente — defende.

O aplicativo funciona assim na tela inicial, há a opção “fui assediada!”. Ao clicar em cima, a usuária é redirecionada para uma nova tela, onde marcará o endereço onde ocorreu o assédio. Em seguida, deverá especificar o horário em que ocorreu - manhã, tarde, noite ou madrugada - e o tipo - sonoro, verbal, físico ou outros. Ao fim do processo, volta-se à tela inicial, onde ficam expostos os pontos onde outras mulheres registraram assédios. Tudo isso sem a usuária se identificar.


Depois de alguns meses de trabalho, ficou pronto e foi lançado na terça-feira com disponibilidade para Android e IOS. Esse aplicativo também informar quantos assédios já foram registrados no aplicativo e também em qual local aconteceu.

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